domingo, 31 de janeiro de 2016

TUDO POR DINHEIRO...

FISCO X CRAQUES: NA MIRA DA JUSTIÇA 
NeymarMessiMascherano, Eto’o, Rooney, Figo, Maradona, Zico... além de craques, todos esses têm em comum o fato de carregarem um histórico de problemas com o fisco. Os casos mais recentes envolvem jogadores do atual elenco do Barcelona, sendo que Neymar, por razões distintas, terá que encarar as Justiças de Brasil e Espanha. Enquanto na Europa o atual camisa 10 da Seleção foi chamado a depor na próxima terça em Madri para explicar detalhes da negociação que o levou do Santos para o Barça em 2013, ele foi denunciado ao longo desta semana pelo Ministério Público Federal, no Brasil, por crimes de sonegação fiscal e falsidade ideológica.
          Os argentinos Messi e Mascherano respondem por sonegação, sendo que o volante foi condenado recentemente a um ano de prisão - o melhor do mundo ainda terá que encarar o seu julgamento. O mesmo já aconteceu com Figo e Eto'o no passado, quando eles jogavam no Barça. Nem mesmo referências como Zico e Maradona escaparam. O Pibe foi acusado de burlar o fisco italiano no período em que atuou no Napoli, ao longo da década de 80. Por essa razão, inclusive, passou anos sem pisar no país europeu. Também lá, o Galinho enfrentou problema semelhante que acelerou a sua saída do Udinese, em 1985. Quatro anos depois, ele acabou inocentado, em pedido feito pelo próprio promotor de Justiça do Ministério Público.

Fonte: globoesporte.com

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

MANÉ E O SONHO


 Carlos Drummond de Andrade

"A necessidade brasileira de esquecer os problemas agudos do país, difíceis de encarar, ou pelo menos de suavizá-los com uma cota de despreocupação e alegria, fez com que o futebol se tornasse a felicidade do povo. Pobres e ricos param de pensar para se encantar com ele. E os grandes jogadores convertem-se numa espécie de irmãos da gente, que detestamos ou amamos na medida em que nos frustram ou nos proporcionam o prazer de um espetáculo de 90 minutos, prolongado indefinidamente nas conversas e mesmo na solidão da lembrança.
Mané Garrincha foi um desses ídolos providenciais com que o acaso veio ao encontro das massas populares e até dos figurões responsáveis periódicos pela sorte do Brasil, ofertando-lhes o jogador que contrariava todos os princípios sacramentais do jogo, e que no entanto alcançava os mais deliciosos resultados. Não seria mesmo uma indicação de que o país, despreparado para o destino glorioso que ambicionamos, também conseguiria vencer suas limitações e deficiências e chegar ao ponto de grandeza que nos daria individualmente o maior orgulho, pela extinção de antigos complexos nacionais? Interrogação que certamente não aflorava ao nível da consciência, mas que podia muito bem instalar-se no subterrâneo do espírito de cada patrício inquieto e insatisfeito consigo mesmo, e mais ainda com o geral da vida.
Garrincha, em sua irresponsabilidade amável, poderia, quem sabe?, fornecer-nos a chave de um segredo de que era possuidor e que ele mesmo não decifrava, inocente que era da origem do poder mágico de seus músculos e pés. Divertido, espontâneo, inconsequente, com uma inocência que não excluía espertezas instintivas de Macunaíma — nenhum modelo seria mais adequado do que esse, para seduzir um povo que, olhando em redor, não encontrava os sérios heróis, os santos miraculosos de que necessita no dia-a-dia. A identificação da sociedade com ele fazia-se naturalmente. Garrincha não pedia nada a seus admiradores; não lhes exigia sacrifícios ou esforços mentais para admirá-lo e segui-lo, pois de resto não queria que ninguém o seguisse. Carregava nas costas um peso alegre, dispensando-nos de fazer o mesmo. Sua ambição ou projeto de vida (se é que, em matéria de Garrincha, se pode falar em projeto) consistia no papo de botequim, nos prazeres da cama, de que resultasse o prazer de novos filhos, no descompromisso, afinal, com os valores burgueses da vida.
Não sou dos que acusam dirigentes do esporte, clubes, autoridades civis e torcedores em geral, de ingratidão para com Garrincha. Na própria essência do futebol profissional se instalam a ingratidão e a injustiça. O jogador só vale enquanto joga, e se jogar o fino. Não lhe perdoam a hora sem inspiração, a traiçoeira indecisão de um segundo, a influência de problemas pessoais sobre o comportamento na partida. É pago para deslumbrar a arquibancada e a cadeira importante, para nos desanuviar a alma, para nos consolar dos nossos malogros, para encobrir as amarguras da Nação. Ele julga que entrou em campo a fim de defender o seu sustento, mas seu negócio principal será defender milhões de angustiados presentes e ausentes contra seus fantasmas particulares ou coletivos. Garrincha foi um entre muitos desses infelizes, dos quais só se salva um ou outro predestinado, de estrela na testa, como Pelé.
A simpatia nacional envolveu Mané em todos os lances de sua vida, por mais desajustada que fosse, e isso já é alguma coisa que nos livra de ter remorso pelo seu final triste. A criança grande que ele não deixou de ser foi vitimada pelo germe de autodestruição que trazia consigo: faltavam-lhe defesas psicológicas que acudissem ao apelo de amigos e fãs. Garrincha, o encantador, era folha ao vento. Resta a maravilhosa lembrança de suas incríveis habilidades, que farão sempre sorrir a quem as recordar. Basta ver um filme dos jogos que ele disputou: sente-se logo como o corpo humano pode ser instrumento das mais graciosas criações no espaço, rápidas como o relâmpago e duradouras na memória. Quem viu Garrincha atuar não pode levar a sério teorias científicas que prevêem a parábola inevitável de uma bola e asseguram a vitória — que não acontece.
Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas como é também um deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.
Fonte: jb.com.br

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

FELIZ 2016 PARA NOSSOS LEITORES!!

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade

domingo, 27 de dezembro de 2015

DOENÇA DO SÉCULO, SEDENTARISMO DEVE SER COMBATIDO DESDE A INFÂNCIA

Por Adriano Leonardi
São Paulo

A verdadeira medicina é a medicina preventiva, enquanto que a medicina terapêutica é insegura. A melhor prevenção é a prática de exercícios físicos” Hieronimus Mercuriali, médico do esporte do século XVI. Considerado como a doença do século, o sedentarismo é definido como a falta, ausência e/ou diminuição de atividades físicas ou esportivas. Pessoas que têm um gasto calórico reduzido semanalmente pela ausência da prática esportiva são consideradas sedentárias ou com hábitos sedentários.
O sedentarismo provoca um processo deregressão funcional, com perda de flexibilidade articular e hipotrofia de fibras musculares. Ele é responsável por diversas dores osteomusculares, além de ser a principal causa do aumento de várias doenças, como a hipertensão arterial, diabetes, obesidade, colesterol alto, infarto do miocárdio, demência e depressão. 
Estas alterações podem ser sentidas em qualquer idade, mas sem dúvida nenhuma, o paciente idoso é o mais prejudicado. A perda do equilíbrio associada com a fragilidade óssea (osteoporose) predispõe um risco de aumento de quedas, elevando o número de fraturas no idoso, o que resulta em uma maior morbidade para os mesmos. 
A população mundial está envelhecendo e a tendência é de um aumento ainda maior com o passar dos anos. Dados epidemiológicos nos EUA apontaram que no ano 2000, 13% da população americana apresentavam idade superior a 65 anos. O mesmo estudo mostra que em 2050 este índice passará de 13% para 22% (Michigan Governor's Council on Physical Fitness, Health and Sports , 1999). No Brasil, dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que em 2000, 1 em cada 10 pessoas tinham mais de 60 anos e que em 2050 estes números passarão para 1 em cada 5 (Informe Epidemiológico do SUS -volume 9, nº 1 janeiro/março 2000).

A melhor forma de se combater o sedentarismo é através de atividade física regular. Esta deve ser incentivada ainda na infância, para que o individuo se habitue desde cedo com a prática dos exercícios e também por que os benefícios são inúmeros.
Não podemos esquecer que a prática de exercícios deve ser acompanhada, sempre, por uma equipe multiprofissional, composta de médicos, nutricionista, educador físico e, muitas vezes, fisioterapeutas. Tanto a atividade física preventiva como a prática de esportes de alto rendimento podem expor a saúde a riscos se não houver um avaliação prévia e um acompanhamento durante sua prática. Estes riscos vão desde simples lesões musculares até complicações mais graves, como a morte súbita. Além disso, o rendimento nas atividades será melhor e os objetivos serão alcançados de forma mais rápida.
Hoje, não existem mais dúvidas de que o sedentarismo é um grande vilão em nossas vidas e que a atividade física regular é a forma exata para combatê-lo. Aproveite a onda de busca pela saúde que tradicionalmente ocorre no verão, inicie uma pratica esportiva e siga as dicas:

- Aos iniciantes: realizar avaliação física pré-esportiva com um profissional da área médica de sua confiança para que fatores intrínsecos seja detectados e corrigidos, como por exemplo a pisada pronada ou supinada, encurtamentos e desequilíbrios musculares. A próxima etapa será praticar o esporte orientado por um instrutor da área, para que seja evitada a técnica inadequada.

- Aos praticantes: dor é sinal de lesão. É seu organismo lhe dizendo que algo não vai bem. Portanto, se o joelho dói ou está inchado, é hora de parar, procurar um médico ortopedista, reabilitar-se e, posteriormente, retornar ao esporte.

- Aos atletas: o acompanhamento periódico da equipe por um médico do esporte é indispensável. Apesar de muitas vezes o exame físico estar dentro da normalidade, pode haver algum grau de desequilíbrio muscular somente detectado através do dinamômetro da avaliação isoscinética e que, cedo ou tarde, poderá levar a lesões e comprometer sua performance.
Fonte: globoesporte.com

sábado, 19 de dezembro de 2015

O FUTEBOL POÇO-VERDENSE AMANHECEU MAIS TRISTE HOJE!

Hoje estamos mais tristes por sua morte! Quem teve o privilégio de vê-lo jogar ou a sorte de atuar com ele nas quatro linhas, sabe da importância que Zé de Joana teve e tem para o esporte amador poço-verdense. 
Antes mesmo de conhecê-lo, ele já assombrava os adversários com suas atuações nos vários campos de terra batida de toda região Sergipe/Bahia. Mas lembro de muitos jogos, principalmente no campo da vaquejada, onde hoje encontra-se a Escola Valadares e a SME(Secretaria Municipal da Educação). Alí na ponta direita, muitos laterais tiveram trabalho extra para impedir, aquele que era conhecido por alguns como o canhão poço-verdense, desferir chutes potentes no gol adversário, que na maioria das vezes balançava as redes dos pobres goleiros que nada podiam fazer para desviar a trajetória daqueles mísseis em forma de bola. Mas de tanto incomodar os guardas metas, parece que nosso Zé de Joana, queria experimentar essa sensação e trocou a posição de camisa 7, pela de goleiro. É!! nosso grande ponteiro foi goleiro também, e se saiu muito bem nessa posição. Ele jogou nas principais equipes de nossa cidade, como Vera Cruz e Confiante.
Mas Zé de Joana, não foi craque só nos campos de futebol. Fora dele sempre cultivou amizades verdadeiras e com sua simplicidade e paciência construiu uma história  de vida que será lembrada por muitas gerações.
Obrigado meu amigo! Só sei é que a pelada no céu ganhou mais um craque e quem sabe , juntamente com Zuel, Vando e tantos outros amigos, irão reviver grandes momentos que só o futebol pode permitir. Então segue aí, driblando, chutando, que daqui estaremos aplaudindo. Afinal Você foi, e sempre será um Craque!
Por Lourinaldo