terça-feira, 29 de novembro de 2016

O FILME INTERROMPIDO

A tragédia aérea comove - porque morre muita gente de repente - e ao mesmo tempo. Buscamos explicar porque a tecnologia humana nos falhou e sentimos que todo avião que cai poderia ter sido o nosso - ou o de alguém próximo e querido. Conversamos com nosso medo maior - o medo da indesejada das gentes - e sentimos seu bafo frio por um instante. E então, iludidos, achamos que conseguimos afastá-la para nunca mais. 

Mas não existe nunca mais para ela.

A tragédia esportiva comove - porque no esporte projetamos ideais e utopias - e morte do personagem público é um livro rasgado, um arquivo corrompido, um filme interrompido antes do clímax. Um avião caiu. Mais de setenta pessoas morreram. A tragédia aérea se atou à esportiva. A história de um pequeno grande time catarinense ficou gigante. Vinte atletas. Treinadores. Jovens. Veteranos. Vinte jornalistas - contadores de histórias interrompidos. Um clube. 

O esporte comove porque nele desafiamos limites e canalizamos instintos. E hoje, diante da tragédia, aflora nossa melhor parte - aquela capaz de estender a mão. Em cada ato de solidariedade ou compaixão, em cada lágrima ou abraço, a gente se conecta. Por um instante esquecemos coxinhas e petralhas, corruptos e caras-de-pau, paramos de culpar, ofender, satanizar o outro - para ter o impulso de abraçá-lo.

É isso que a fragilidade faz. É isso que fazemos quando nos sentimos coletivamente vulneráveis, quando nos sentimos diante da notícia até óbvia de que somos breves. E que, num sopro, podemos deixar de ser. 

E então nos transportamos para a Arena Condá - onde mais de mil pessoas se sentam nas arquibancadas diante de um campo vazio. Estão ali para velar seus mortos - para ver o jogo silencioso. No gramado sem vinte e dois atletas, sem treinador, sem juiz, talvez atuem sombras dos últimos lances, talvez corra uma bola grávida de significados. Longe, mais de mil quilômetros além, a delegação falecida aguarda o traslado.

A tragédia dói mais porque a Chapecoense foi abatida no auge de sua jornada. O indiozinho humilde que ameaçava conquistar a América e - no clímax do filme - recebeu uma bala perdida. Em sete anos pulou da Série D para a Série A - e conquistou vaga numa final sul-americana. E de repente, não mais que de repente, foi fulminado. Mas, como Vanderlei abalroado pelo padre, a Chape sairá da tragédia maior - mais ampla, campeã de uma divisão extra-dimensional - cativa no peito de cada brasileiro.

E Chapecó vai guardar seus fantasmas - vai dar as mãos e seguir. Nós também. Vamos respirar, matar no peito, absorver e seguir na direção de nosso bafo frio. Esse - que fingimos driblar ou acreditamos enganar. Vamos lembrar desse 29 de novembro - vamos nos curar aos poucos. Talvez esqueçamos rápido de nossa mortalidade. É provável que voltemos a apontar dedos e cerrar lábios (e punhos). Mas, por um momento, ao menos, estamos em pausa - lembrando que todos seguimos até que passamos. Que possamos carregar alguma leveza de todo esse peso.

Fonte: globoesporte.com

domingo, 27 de novembro de 2016

RAUL É CAMPEÃO DA SÉRIE B PELO ATLÉTICO/GO

Terminada a última rodada da série B do Brasileirão, o jogador poço-verdense Raul Diogo pode comemorar o título de campeão com seu novo time o Atlético-Goiás. De acordo com o site Globo Esporte, "foram vinte e duas vitórias, dez empates e apenas seis derrotas".



E mais: "em 38 rodadas, o Atlético-GO marcou 60 gols e sofreu 35. Com 66,7% de aproveitamento, o time goiano termina a temporada com a quinta melhor campanha da história da Série B disputada no sistema de pontos corridos. O troféu de campeão foi erguido neste sábado após mais uma prova do potencial da equipe rubro-negra".

Hoje à tarde, 26, por exemplo, o time de Raul ainda enfrentou o Bahia (garantiu a vaga na série A juntamente com o Vasco) derrotando por 2 a 1. A título de curiosidade, os últimos times que Raul foi contratado para atuar subiram para a série A ao passo que aqueles que o venderam caíram para segunda divisão.

Confira as Melhores campanhas da Série B até hoje (fonte:globoesporte)

Corinthians (2008) – 85 pontos
Portuguesa (2011) – 81 pontos
Palmeiras (2013) – 79 pontos
Goiás (2012) – 78 pontos
Atlético-GO (2016) e Vasco (2009) – 76 pontos

Por: Jorge Schalgter (CNNPV)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

BARRAGEM JOGA MAL E FICA FORA DA FINAL

Sabe aquele dia que dá tudo errado, pois é, foi o que aconteceu neste domingo (20/11), com o time das águas. Disputando uma das vagas do Campeonato da Gitirana, a equipe da Barragem Futebol Clube enfrentou o time do Capim Duro e viu seu sonho de disputar o título ir de água abaixo, após um contra ataque rápido, o poço-verdense Brendo fez o gol único da partida e credenciou a equipe baiana a disputar a final.
Tudo bem que tivemos uma arbitragem confusa de Riva, mas não há de negar a pouca eficiência do time da Barragem que jogou mal e foi presa fácil para o time do Capim Duro, que não fugiu de suas características e apostou nos contra ataques, até encontrar a bola do jogo e balançar a rede.
Parabéns ao time baiano que com humildade e garra, conseguiu chegar à final. Aos barragenses é sacudir a poeira e pensar adiante, é se reinventar num espaço que a cada dia fica mais competitivo e equilibrado.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016