segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

AVALIAÇÃO NO CAMILÃO!!

As aulas começaram essa semana para a rede municipal, mas sexta e sábado é dia de avaliação. Mas dessa feita a prova é com as bolas nos pés e nas mãos. Esse é o objetivo da dupla de treinadores das categorias de base do América de Minas Gerais, time do nosso conterrâneo Raul Diogo. 
Os técnicos Célio Costa e Marcos Braga, das categorias sub 17 e sub 15, respectivamente, virão a Poço Verde, dias 19 e 20 de fevereiro para fazer uma avaliação com os jovens atletas poço-verdenses e da região. O evento ocorrerá ás 8 horas, no Estádio Camilão e tem como objetivo, descobrir novas promessas para o clube mineiro. Na sexta é a vez da categoria sub 17 e no sábado a categoria sub 15.
Os atletas deverão comparecer ao local da avaliação, munidos de seu material (chuteira, meião, luvas, etc), da ficha contendo seus dados e assinado por seus respectivos responsáveis, autorizando-os a participarem da avaliação.
A ficha citada acima já se encontram com alguns donos de times e se alguém tiver interesse, mesmo não pertencendo a clube algum, é só procurar o Professor Lourinaldo, Zé de Madinha, Getúlio Dantas, Dedeu, e o próprio organizador do evento , Luiz Américo..
A vinda desses profissionais à nossa cidade deveu-se principalmente ao empenho do jovem Luiz Américo, que sabendo da passagem dessa equipe a Aracaju, pleiteou junto ao Mestre Dougival da Escolinha Bola na Rede, a visita ao nosso município, para também estar sendo contemplado com a avaliação de nossos jovens, pelos Técnicos da categoria de base do América de Minas, no qual foi prontamente atendido.

BARRAGEM VENCE O PRACATU EM AMISTOSO

A Barragem Futebol Clube, recebeu nesse domingo, em seus domínios, o time do povoado Pracatu, município de Simão Dias, para mais um amistoso, nesse inicio de ano. Com uma equipe ainda em formação, principalmente o time de aspirantes, que está com técnico novo (Iremar), e com uma garotada vinda principalmente da própria localidade, o saldo final na tarde de domingo não foi o esperado, mas deu pra avaliar o quanto de trabalho que temos até a estreia na Copa de Futebol Zé de Joana, que será realizada esse ano.
No primeiro jogo da tarde o time de aspirantes perdeu por 2 a 1, mas teve como ponto positivo o surgimento de uma nova safra de jogadores, vinda da raiz, da própria Barragem, uma garotada que quer conquistar seu espaço.
Já no jogo de fundo a equipe principal deu o troco e venceu os vizinhos simãodienses por 2 a 1, marcaram para o time da Barragem, o atacante Like e o experiente meio de campo Messias Mendes. No próximo final de semana o time das águas estará recebendo a visita do time do Povoado Rio Real, do nosso amigo Gileno.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

GORDURA LOCALIZADA: FIQUE POR DENTRO...


Dr. Claudio Mutti de Lima
GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA - CRM 59687/SP

Para entendermos o que é gordura localizada, primeiro precisamos saber que ela é estocada em áreas do nosso corpo que servem como depósito. Ou seja, tudo que comemos além do necessário vai sendo guardado nestas áreas. E depois de depositadas, fica difícil perder essas gordurinhas. 

Mas quando usamos essas reservas?
Apenas quando tudo acaba. A primeira atitude do nosso corpo é retirar energia da glicose corrente no sangue. Quando essa fonte diminui, o corpo lança mão da glicose estocada no fígado sob a forma de glicogênio. Em seguida, começamos a utilizar energia proveniente da quebra das proteínas dos nossos músculos. Por fim, as reservas de gordura são utilizadas para gerar essa força. Por isso e difícil de perdê-las. 

Onde a gordura se deposita?
As áreas de depósito de gorduras mais comuns nas mulheres são: abdômen, flancos ("pneus") e culotes. Quando esses depósitos começam a encher - ou mesmo nos casos da lipoaspiração, em que são retiradas as células de gordura, que não voltam, destas regiões - novos locais de acúmulo começam a aparecer. Comumente nas costas e nos braços. Pessoas que fizeram lipoaspiração e depois ganharam peso, começam a engordar nas costas e nos braços principalmente. 

Porque as gorduras se acumulam?
Lembre-se que toda vez que sair da mesa satisfeito, você está comendo o suficiente para suprir suas necessidades energéticas e ainda para ser guardado nos depósitos. Isso acontece porque nosso corpo tem medo que possa faltar energia, então ele faz você comer o suficiente para poder armazenar. Esta é uma maneira de nos proteger. 

O que fazer para evitar a gordura localizada?
Se não quiser engordar ou aumentar sua barriga e pneuzinhos, levante antes de se sentir satisfeito. Outra coisa importante é comer devagar, assim dá tempo para a informação chegar ate o seu cérebro, e ele mandar de volta a resposta de saciedade. 
Muitas vezes ouço no consultório os pacientes reclamarem que fazem exercícios de segunda a sexta feira, e, mesmo assim, têm gordura localizada. A resposta é simples, durante a semana tudo que comemos a mais é eliminado, pois utilizamos como energia para os exercícios. Mas nos fins de semana, tudo que é ingerido a mais não tem outro caminho, a não ser os nossos depósitos. 

Outra queixa comum vem dos pacientes que dizem que comem pouco e estão engordando. A resposta é simples: se não houver alterações hormonais, é apenas o nosso corpo, mais uma vez, tentando nos proteger. Funciona da seguinte maneira: se não comemos direito, ou comemos, por exemplo, só no jantar, o nosso corpo vai entender que podemos ficar longos períodos sem energia. Em resposta, o metabolismo diminui de tal maneira, que nos tornamos pessoas econômicas e gastamos pouca energia. 
Então, o ideal é comer de três em três horas. Se o seu corpo perceber que você come várias vezes ao dia, ele não vai se preocupar com a falta de comida. Assim o metabolismo não diminui, ao contrário, tende a aumentar. Você faz com que o seu corpo gaste bastante, e se gasta bastante não sobra para ser depositado. 

Outra reclamação é: estou nervoso e ansioso, e isso me faz engordar. Então eu digo: nervosismo e ansiedade sem comida não tem como engordar. Geralmente quando ficamos abalados emocionalmente, comemos mais. Alguns alimentos ajudam na liberação de endorfina - hormônio da felicidade - mas essa felicidade logo se torna uma infelicidade. Comendo muito ficamos felizes e ao engordar a insatisfação aparece e novamente comemos para nos sentir melhor, isso se torna um ciclo vicioso, que necessita de alguma maneira ser quebrado. Às vezes as pessoas não percebem isto acontecendo, ou se percebem não conseguem sair. Torna-se necessário procurar tratamento médico. 
Não tem segredo, se você estiver engordando e não tiver problemas hormonais, a culpa é da comida em excesso. Procure sempre a orientação medica.

Fonte: minhavida.com.br

domingo, 31 de janeiro de 2016

TUDO POR DINHEIRO...

FISCO X CRAQUES: NA MIRA DA JUSTIÇA 
NeymarMessiMascherano, Eto’o, Rooney, Figo, Maradona, Zico... além de craques, todos esses têm em comum o fato de carregarem um histórico de problemas com o fisco. Os casos mais recentes envolvem jogadores do atual elenco do Barcelona, sendo que Neymar, por razões distintas, terá que encarar as Justiças de Brasil e Espanha. Enquanto na Europa o atual camisa 10 da Seleção foi chamado a depor na próxima terça em Madri para explicar detalhes da negociação que o levou do Santos para o Barça em 2013, ele foi denunciado ao longo desta semana pelo Ministério Público Federal, no Brasil, por crimes de sonegação fiscal e falsidade ideológica.
          Os argentinos Messi e Mascherano respondem por sonegação, sendo que o volante foi condenado recentemente a um ano de prisão - o melhor do mundo ainda terá que encarar o seu julgamento. O mesmo já aconteceu com Figo e Eto'o no passado, quando eles jogavam no Barça. Nem mesmo referências como Zico e Maradona escaparam. O Pibe foi acusado de burlar o fisco italiano no período em que atuou no Napoli, ao longo da década de 80. Por essa razão, inclusive, passou anos sem pisar no país europeu. Também lá, o Galinho enfrentou problema semelhante que acelerou a sua saída do Udinese, em 1985. Quatro anos depois, ele acabou inocentado, em pedido feito pelo próprio promotor de Justiça do Ministério Público.

Fonte: globoesporte.com

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

MANÉ E O SONHO


 Carlos Drummond de Andrade

"A necessidade brasileira de esquecer os problemas agudos do país, difíceis de encarar, ou pelo menos de suavizá-los com uma cota de despreocupação e alegria, fez com que o futebol se tornasse a felicidade do povo. Pobres e ricos param de pensar para se encantar com ele. E os grandes jogadores convertem-se numa espécie de irmãos da gente, que detestamos ou amamos na medida em que nos frustram ou nos proporcionam o prazer de um espetáculo de 90 minutos, prolongado indefinidamente nas conversas e mesmo na solidão da lembrança.
Mané Garrincha foi um desses ídolos providenciais com que o acaso veio ao encontro das massas populares e até dos figurões responsáveis periódicos pela sorte do Brasil, ofertando-lhes o jogador que contrariava todos os princípios sacramentais do jogo, e que no entanto alcançava os mais deliciosos resultados. Não seria mesmo uma indicação de que o país, despreparado para o destino glorioso que ambicionamos, também conseguiria vencer suas limitações e deficiências e chegar ao ponto de grandeza que nos daria individualmente o maior orgulho, pela extinção de antigos complexos nacionais? Interrogação que certamente não aflorava ao nível da consciência, mas que podia muito bem instalar-se no subterrâneo do espírito de cada patrício inquieto e insatisfeito consigo mesmo, e mais ainda com o geral da vida.
Garrincha, em sua irresponsabilidade amável, poderia, quem sabe?, fornecer-nos a chave de um segredo de que era possuidor e que ele mesmo não decifrava, inocente que era da origem do poder mágico de seus músculos e pés. Divertido, espontâneo, inconsequente, com uma inocência que não excluía espertezas instintivas de Macunaíma — nenhum modelo seria mais adequado do que esse, para seduzir um povo que, olhando em redor, não encontrava os sérios heróis, os santos miraculosos de que necessita no dia-a-dia. A identificação da sociedade com ele fazia-se naturalmente. Garrincha não pedia nada a seus admiradores; não lhes exigia sacrifícios ou esforços mentais para admirá-lo e segui-lo, pois de resto não queria que ninguém o seguisse. Carregava nas costas um peso alegre, dispensando-nos de fazer o mesmo. Sua ambição ou projeto de vida (se é que, em matéria de Garrincha, se pode falar em projeto) consistia no papo de botequim, nos prazeres da cama, de que resultasse o prazer de novos filhos, no descompromisso, afinal, com os valores burgueses da vida.
Não sou dos que acusam dirigentes do esporte, clubes, autoridades civis e torcedores em geral, de ingratidão para com Garrincha. Na própria essência do futebol profissional se instalam a ingratidão e a injustiça. O jogador só vale enquanto joga, e se jogar o fino. Não lhe perdoam a hora sem inspiração, a traiçoeira indecisão de um segundo, a influência de problemas pessoais sobre o comportamento na partida. É pago para deslumbrar a arquibancada e a cadeira importante, para nos desanuviar a alma, para nos consolar dos nossos malogros, para encobrir as amarguras da Nação. Ele julga que entrou em campo a fim de defender o seu sustento, mas seu negócio principal será defender milhões de angustiados presentes e ausentes contra seus fantasmas particulares ou coletivos. Garrincha foi um entre muitos desses infelizes, dos quais só se salva um ou outro predestinado, de estrela na testa, como Pelé.
A simpatia nacional envolveu Mané em todos os lances de sua vida, por mais desajustada que fosse, e isso já é alguma coisa que nos livra de ter remorso pelo seu final triste. A criança grande que ele não deixou de ser foi vitimada pelo germe de autodestruição que trazia consigo: faltavam-lhe defesas psicológicas que acudissem ao apelo de amigos e fãs. Garrincha, o encantador, era folha ao vento. Resta a maravilhosa lembrança de suas incríveis habilidades, que farão sempre sorrir a quem as recordar. Basta ver um filme dos jogos que ele disputou: sente-se logo como o corpo humano pode ser instrumento das mais graciosas criações no espaço, rápidas como o relâmpago e duradouras na memória. Quem viu Garrincha atuar não pode levar a sério teorias científicas que prevêem a parábola inevitável de uma bola e asseguram a vitória — que não acontece.
Se há um deus que regula o futebol, esse deus é sobretudo irônico e farsante, e Garrincha foi um de seus delegados incumbidos de zombar de tudo e de todos, nos estádios. Mas como é também um deus cruel, tirou do estonteante Garrincha a faculdade de perceber sua condição de agente divino. Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar suas tristezas. O pior é que as tristezas voltam, e não há outro Garrincha disponível. Precisa-se de um novo, que nos alimente o sonho.
Fonte: jb.com.br